Frases feitas. Como tantas outras: "Amar é...", "Amigo é quem...", blá, blá, blá. Às vezes tenho a impressão de que tudo já foi dito. Nada é inédito. Já diziam ( e subescrevendo a frase reforço meu pensamento) : "Nada se cria, tudo se copia." E esta sensação induz a uma certa inércia, na medida em que não nos estimula a criar (pois tudo já está pronto), corremos o risco de mergulhar nossos cérebros no ritmo preguiçoso e alienante do CtrlC/CtrlV.
Falemos então as mesmas coisas, mas com outras palavras? Falemos sobre aquilo que já foi dito de forma a enfatizá-lo, ampliando conexões, acrescentando reflexões, dissecando o pensamento, na ilusão de que formamos uma opinião? Sim, tudo já foi dito. Até mesmo isto que escrevo, certamente, alguém já falou, pensou, escreveu.
Então, como não ser banal? Há ainda quem queira identidade, neste universo massificado no qual, para inserir-se, é preciso ser igual. Talvez, não se prendendo às fórmulas fáceis, com um pouco de ousadia, questionando o que se tem por verdade absoluta.
Mas não se iluda, se a sua idéia é boa, se o teu pensamento reflete, apesar do ineditismo, o que anseia a maioria, ele será replicado, dito, copiado, alterado, digerido e sintetizado, produzido em série, distribuído como um produto de massa. E não será esta a pretensão, até mesmo de quem pretende ser original?
Dizem que as idéias estão no ar... que viajam no ar, como "pensamentos soltos". Então, agarre as suas! Coloque-as em prática. Escreva. Publique. Registre. Assuma a sua autoria. Mesmo não sendo erudito, tem beleza no lugar comum! Fale o que você pensa. Aja conforme você fala. Seja você. É preciso pra ser feliz...
"Nada se cria tudo se copia" A expressão é atribuída a Chacrinha (será?) "transformada" a partir da célebre frase do cientista Antoine-Laurente Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (a famosa lei da conservação da matéria).
Pra ler: O conto "Biblioteca de Babel" de Jorge Luis Borges.
Falemos então as mesmas coisas, mas com outras palavras? Falemos sobre aquilo que já foi dito de forma a enfatizá-lo, ampliando conexões, acrescentando reflexões, dissecando o pensamento, na ilusão de que formamos uma opinião? Sim, tudo já foi dito. Até mesmo isto que escrevo, certamente, alguém já falou, pensou, escreveu.
Então, como não ser banal? Há ainda quem queira identidade, neste universo massificado no qual, para inserir-se, é preciso ser igual. Talvez, não se prendendo às fórmulas fáceis, com um pouco de ousadia, questionando o que se tem por verdade absoluta.
Mas não se iluda, se a sua idéia é boa, se o teu pensamento reflete, apesar do ineditismo, o que anseia a maioria, ele será replicado, dito, copiado, alterado, digerido e sintetizado, produzido em série, distribuído como um produto de massa. E não será esta a pretensão, até mesmo de quem pretende ser original?
Dizem que as idéias estão no ar... que viajam no ar, como "pensamentos soltos". Então, agarre as suas! Coloque-as em prática. Escreva. Publique. Registre. Assuma a sua autoria. Mesmo não sendo erudito, tem beleza no lugar comum! Fale o que você pensa. Aja conforme você fala. Seja você. É preciso pra ser feliz...
"Nada se cria tudo se copia" A expressão é atribuída a Chacrinha (será?) "transformada" a partir da célebre frase do cientista Antoine-Laurente Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (a famosa lei da conservação da matéria).
Pra ler: O conto "Biblioteca de Babel" de Jorge Luis Borges.
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